Joaquín Torres García
universalismo construtivoNasceu em Montevidéu, filho de mãe uruguaia e pai catalão. Ainda jovem foi para Barcelona, onde trabalhou com Antoni Gaudí nos vitrais da Sagrada Família e conviveu com Picasso. Em Paris, encontrou Mondrian e fundou o grupo Cercle et Carré.
Voltou ao Uruguai em 1934 com uma convicção: a América Latina não precisava copiar a Europa para ser moderna. Criou o universalismo construtivo, uma linguagem que organiza o desenho em uma grade de módulos e preenche cada compartimento com símbolos do cotidiano, o peixe, o sol, a âncora, o relógio, a casa, pintados em cores primárias.
Em 1943 desenhou o América Invertida, o mapa do continente de cabeça para baixo, acompanhado da frase que virou manifesto: o nosso norte é o sul. É dele também o Monumento Cósmico, de 1938, em Montevidéu, e o Taller Torres-García, ateliê que formou gerações de artistas do Cone Sul.
No Caminito: a geometria, a divisão em módulos, os símbolos do dia a dia e as cores primárias. No lugar do peixe e da âncora, a medialuna, o mate, o forno e os tambores.